sábado, 29 de agosto de 2009

Morta viva, Morta vida!


O que será de mim? Um pobre lixo Humano
jogado ao vento sem direção,
sem a menor atenção...
E assim sei que daqui pra frente sem motivação.
Carcaça em estado de putrefação
Onde o cheiro do medo toma conta de meu odiado ser
O medo de iludir-se, de tornar-se obejto,
medo de ser apenas um fetiche,
marionete sem mostrar alteração em seu estado!

Triste e cadavérica mente,
que controla meu corpo
com uma corda em volta do pescoço
trazendo consigo o ódio de viver
e a vontade de sumir desse injusto mundo
incapaz de aceitar o que é completamente mórbido!

Melâncolia no espírito...
Negro, assim como as manchas que emergem de meu olhar vingativo.
Sim, procuro vingar-me do trágico amor
que tornou meu coração uma ferida cheia de dor

Buraco negro que suga todos os sentimentos
e os ejecta como lágrimas de veneno
que corroem a face, assim ardendo!
Meu rosto ferido, meu coração destruido
meus olhos quase mortos...
Meu sangue negro e impuro.

Mas deve estar se perguntando o que então me faz sobreviver?
Apenas a esperança de encontrar um alguém que possa me compreender
ou apenas a espera de um anjo
Um anjo caido a levar-me desse terrível mundo
de ilusões, tragédias, decepções, falsidade...

Morta viva, então, prossigo meu caminho de sangue,
Tormentas e tortutas
Com apenas isso absorvido pelo líquido latente
que insiste em pulsar nessas veias
E com o veneno destilado pelos olhos
que aos prantos sofre a solidão ininterrupta
de uma carcaça humana a vagar
com essa ridícula e irrelevante esperança
Morta viva, sem alma, completamente impura!
Morta viva, morta vida!
Ps: poesia feita no começo do ano -.-"

by:Lady Dark † Antonielle (eu)

sábado, 15 de agosto de 2009

Aula de Anatômia


Bem gente, hoje foi um dia maravilhosooooo, aconteceram coisas em uma aula q ñ se ve todos os dias por ai!
A nossa professora de Biologia (Dani) resolveu fazer uma aula prática de anatômia... no IML daki de Alagoas (atual ICBS)...
Genteeeee foi a melhor aula do ANOOOOOOOOOOO!






Eu segurando o crânio: Ser ou não ser, eis a questão
Coração
Sim foi a melhor aula do Anoooooo... em seguida fomos pra sorveteria da esquina tentar engolir alguma coisa pra passar o enjoo causado pelo formol

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Góticos



Ao longo da história, o termo Gótico foi usado como adjetivo ou classifi- cação de diversas manifestações artísticas, estéticas e comportamentais. Dessa maneira, podemos ter uma noção da diversidade de significados que esta palavra traz em si.
Originalmente, Gótico deriva-se de Godos, povo germânico considerado bárbaro que diluiu-se aproximadamente no ano 700 d.C.. Como metáfora, o termo foi usado pela primeira vez no início da Renascença, para designar pejorativamente a tendência arquitetônica, criada pela Igreja Católica, da baixa Idade Média e, por conseqüência, toda produção artística deste período. Assim, a arquitetura foi classificada como gótica, referindo-se ao seu estilo "bárbaro", se comparado às tendências românicas da época.
No século XVIII, como reação ao Iluminismo, surge o Romantismo que idealiza uma Idade Média, que na verdade nunca existiu. Nesse período o termo Gótico passa a designar uma parcela da literatura romântica. Como a Idade Média também é conhecida como "Idade das Trevas", o termo é aplicado como sinônimo de medieval, sombrio, macabro e por vezes, sobrenatural. As expressões Gothic Novel e Gothic Literature são utilizadas para designar este sub-gênero romântico, que trazia enredos sobrenaturais ambientados em cenários sombrios como castelos em ruínas e cemitérios. Assim, o termo Gothicism, de origem inglesa, é associado ao conjunto de obras da literatura gótica.
Posteriormente, influenciado pela Literatura Gótica, surge o ultra-romantismo, um subgênero do romantismo que tem o tédio, a morbidez e a dramaticidade como algumas características mais significativas.
No final da década de 70 surge a subcultura gótica influenciada por várias correntes artísticas, como o Expressionismo, o Decadentismo, a Cultura de Cabaré e Beatnick. Seus adeptos foram primeiramente chamados de Darks, aqui no Brasil, e curtiam bandas como Joy Division, Bauhaus, The Sisters of Mercy, entre tantas outras. Atualmente, a subcultura gótica permanece em atividade e em constante renovação cultural, que não se baseia apenas na música e no comportamento, mas em inúmeras outras expressões artísticas.
Nos meados da década de 90, viu-se emergir uma corrente cultural caracterizada por alguns elementos comportamentais comuns ao romantismo do século XVIII, como a melancolia e o obscurantismo, por exemplo. Na ausência de uma classificação mais precisa, esta corrente foi denominada Cultura Obscura. Porém, de forma ampla e talvez até equivocada, o termo Goticismo também é usado para denominá-la.
Há algumas semelhanças entre Cultura Obscura e Subcultura Gótica. Mas há também diferenças essenciais que as tornam distintas. Por exemplo, a Cultura Obscura caracteriza-se por valores individuais e não possui raízes históricas concretas como a subcultura gótica.
Entre os apreciadores da Cultura Obscura, é possível determinar alguns itens comuns, como a valorização e contemplação das diversas manifestações artísticas. Além de uma perspectiva poética e subjetiva sobre a própria existência; uma visão positiva sobre solidão, melancolia e tristeza; introspecção, medievalismo, entre outros.
Sintetizar em palavras um universo de questões filosóficas, espirituais e ideológicas que agem na razão humana, traz definições frágeis e incompletas de sua essência. Obscuro, Sombrio ou Gótico podem ser adjetivos de diversos contextos e conotações. Mas é, principalmente, o espelho que reflete uma personalidade