sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Que venha a inimiga mortal.



Que venha a inimiga mortal

Sempre me sondando,
Cansei de fugir de você.
Não importa aonde eu vá,
Está continuamente me observando,
Esperando apenas o momento crucial
Para me arrasar e me acompanhar
Vitoriosa, rindo da minha derrota.



Sempre me fez tanto medo a idéia da tua companhia,
Fiz de tudo para evitá-la,
Mas parece que quanto mais eu corro para longe
Mais me aproximo.



Isso está me matando aos poucos, por dentro,
De uma forma que ninguém imagina.
Poucas pessoas sentem tanta necessidade
De uma companhia alheia quanto eu.
E, mesmo assim, você não se importa,
Parece até que gosta quando me frustro
Vendo-me à margem das amizades
Que queria eu segurassem minha mão quando
Você está mais próxima,
Sensata e eufórica,
Calma e nervosa.



Tento me convencer que enquanto tiver uma amizade, verdadeira que seja,
Você não me arrancará a energia vital - através da depressão -
Que compartilho com a natureza. Entretanto, às vezes parece inútil, cômico.



Amizade é um dos maiores bens que alguém pode ter,
Contudo, falta uma coisa: alguém para dizer “Te amo”
Com o tom diferente de um canto amigo e mais puro e transparente que água de nascente.



O medo de ti não é recente,
Sempre o tive,
Da mesma forma que sempre me espreitaste.



Cansei de correr atrás dos outros,
De me humilhar para te evitar,
De querer que a amizade cubra a lacuna que há em mim,
Onde você consegue se fixar
e esperar o momento de dar o golpe final.



Cazuza também te temia,
Fez até uma música te negando,
Contudo sempre viveu mergulhado nas ilusões mundanas,
Que apenas aconchegaram o caixão para vocês dois.



Não mais me esquivarei de você,
Empurrando com a barriga, como sempre,
Correndo para não ser pego...
Se for o momento, que seja. Não me importo mais.



Fixe-se em mim, mas me deixe,
Beba do meu sangue, mas me dê a imortalidade,
Deleite-se do meu corpo mais me dê prazer,
Leve minha mente para longe, mas me torne sábio.



Cheguei ao ponto de precisar de ti para me renovar.
Daí meu mundo se refez em novos conceitos.



Todavia, mais um medo me assola,
O de não ter nascido acompanhado, mas de ser você
Não sendo mais a música, a poesia, a essência das coisas.
Apenas, Solidão.



Rafael Matias

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lamurias de uma Prisioneira

Por que será que todas às vezes
Em que acordo desse pesadelo
Vejo-me trancada em uma prisão,
Com grades feitas de lágrimas e tristeza,
Com o chão coberto de sangue e dor?


Onde jamais poderei sair e sentir novamente
O vento sombrio da noite a tocar meu pálido rosto morto vivo...
Onde jamais poderei ver novamente
O brilho da lua cheia e o ruído das corujas que me acompanham
A uma noite tranqüila no cemitério.
Onde habita a solidão e a tranqüilidade plena
Dentro de cada túmulo.


Ah! Humanos impuros que trazem em seu olhar
Chamas que queimam com forte bravura meu inútil ser!
Agonia de uma tortura sem fim.
E o sangue que jorra da minha testa os alimenta dando desejo e prazer
Ao verem meu desespero.
Desespero esse que me enfraquece
E acaba com minha vontade de viver.
Prova concreta de que a verdadeira felicidade não existe...
Nunca existiu e jamais existirá!


by: Lady Dark † Antonielle (eu)

.•♥•.•♥•.† Amor sombrio † .•♥•.•♥•.

Oração Poética




Meu Bom Deus de infinito amor e bondade,
Obrigado pelos pais do momento,
Abençoa aqueles que dormem ao relento,
E dai-nos força pai, para que possamos exercitar a Caridade.

Obrigado pelos dons que me deste,
Que eu possa usá-los com amor,
E que essa não seja apenas mais uma veste...

Abre os nossos corações,
Ajuda-nos com nossas realizações;
Realizações espirituais,
a nossa reforma Interior,
E que possamos entender o verdadeiro sentido do amor.

Peço forças e oportunidade para ajudar a quem necessita,
para que feliz eu faça alguém,
e assim também me sinta,
sem julgar ou menosprezar ninguém.

Que possamos passar pelos bons momentos com pé no chão,
e pelos tristes momentos com humildade,
para que mais esta oportunidade não seja em vão,
à fim de contribuir para o progresso da humanidade.

Com frases poéticas nesta oração,
Agradeço sinceramente e de Coração,
e que possamos espalhar o amor para o mundo em nosso rumo !



Rafael Matias =]~


PS: Sempre é bom divulgar o talento de um amigo, esse poema é de Rafael Matias, uma das pessoas que considero como um irmão! Bjo Finha =*

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ódio


Posso comparar minha vida com castelos caidos
Onde seus escondros e pedaços
representam meu coração morto.
Para tentar rescontruí-lo
sempre ficará faltando pedaços,
viraram pó e se dispersaram pelo vento,
que não podemos tocá-lo ou seguí-lo

Um grande vazío onde o nada habita,
uma cidade fantasma no meio do peito
Insatisfação , Morbidez
Ódio de uma vida inútil e indesejada!
Posso parecer louca,
mas a sanidade ainda está na mente
que em breve será corrompida.

Desejo que um anjo venha me buscar.
Um anjo caído a vagar pela terra
Anjo suicida que traz consigo a tristeza.
Anjo da morte que venha me beijar
com seus labios a sugar as cores da minha vida!

Em meu corpo não corre mais o sangue
e a pele tornou-se lividamente marmorea
assim como os marmores que revestem túmulos
minha atual morada!
Cemitério fechado,
como segredos guardados em caixas de solidão e tranquilidade.


Ódio persistente que permanece na memória
de uma morta que até hoje chora...
Chora pelas lembranças indesejadas
que habitam em sua mente destorcida
Lembranças constantes e frias
que fazem a raiva converter-se em lágrimas de agonia.

by:Lady Dark † Antonielle (eu)

domingo, 22 de novembro de 2009

Fúnebre melodia

A sinfônica melodia
que embala minha solidão
Até o anoitecer de um inicio de outono
Manha fria, chuvosa e mórbida
Onde sempre recebo a visita de uma estranha ventania
que me consola e me acalma a vida
Sono que me submete
a ver o que não quero ter
Apenas seu som e suas suaves notas
trazem-me o prazer do abraço aconchegante da morte
A qual penso que toca com profundidade meu interior
arrancando com vontade
toda a vitalidade existente...
O choro, a agonia e a verdade!
Música que mostra a verdadeira face
do motivo pelo qual desisti de viver
Mostram-se alguns desinteressados em olhar nos meus olhos
Já que os olhos são o espelho de minha alma negra
exposta a qualquer um, clara à quem compreender
Tons musicas que da minha mente não saem
Fixação por querer encontrar quem procure tentar entender
os sentimentos guardados
e tudo que havia se passado
Mas percebi que tinha de compreender
que a única pessoa que me entenderia
os mórbidos pensamentos falados
era o rosto que via todos os dias no espelho
A chorar silenciosamente... A gritar desesperadamente
Simplesmente a tocar a fúnebre melodia que embala minha alma!
by: Lady Dark † Antonielle (eu)

Triste recomeço Obscuro


Ao por do Sol de uma bela tarde,
reflito em minha face as agonias de mais um dia
onde o tempo jamais para ou volta.
Choro, lamurias...
Se espalham em meus pensamentos
como um vento que carrega as notícias.
Por fora finjo que não sinto
Por dentro, gritos constantes de raiva
Mas ao mesmo tempo... são gritos de desespero


Palavras confusas, verdadeiramente reais
Um "algo" interno a me corroer ácidamente
Quebrando meu coração inocente
que luta para ser livre!
Libertando-me do peso das corrente
que me prendem os pulsos
pulsos que já ñ são os mesmos... Feridos...Mortos


O sangue lava o chão que piso
Sangue próprio que lava a alma que carrego
Uma mente paranóica e iludida
pela vontade de encontrar um amor
Mas sou incompleta por natureza ... Assim penso!


Prefiro esquecer
E tornar-me vazia novamente
Tão obscura quanto os meus sentimentos
E as lágrimas diárias derramo no travesseiro


A minha vida se renova de tão cansada
e volta ao seu triste recomeço obscuro
Exótico reinicio que volta a se descobrir
na tranquilidade da morte!
by: Lady Dark † Antonielle (eu)