quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Clã de Vampiros: Gangrel


De todos os vampiros, os Gangrel são provavelmente aqueles que são mais fieis as suas origens. Estes nómadas solitarios rejeitão o constragimento das sociedades, preferindo o conforto de areas mais desertas. A maneira de como eles se safam a ira dos lobisomens é desconhecida; talvez tenha alguma coisa a haver com o facto de os Grangel conseguirem mudar as suas formas. Quando um mortal fala de um vampiro que mudou a sua forma para um lobo ou um morcego, ele refere-se muito provavélmente a um Gangrel.
Tal qual como os Brujah, os Grangel são guerreiros ferozes; por outro lado, a ferocidade dos Gangrel não vem dos ideais rebeldes e anarquicos dos Brujah, mas sim de instinctos animais. Os Gangrel estão entre os mais predadores de todos os clãs, e adoram a excitação de uma caçada. Eles tem um profunda compreensão da Besta que existe nas suas almas, e preferem passar as noites em comunicação com os animais que eles encarnam. De Facto, os Gangrel são tão harmoniozos com as Bestas que encarnam, que quando se envolvem demasiado, apareçem-lhes pelo corpo varios traços fisionomicos dos animais.
O clã tem pouco contacto com, ou consideração, pelos outros parentes. Isto pode dever-se ao facto de desejarem evitar as armadilhas dos Jyhad, mas é mais provavél que seja apenas puro desinteresse. Certamente, os Gangrel são vistos como um clã tranquilo, taciturno e fechado. Apesar de isto ser verdade para todos os membros do clã, denota-se nos Gangrel uma certa ostêntação como as dos Toreador ou Ventrue.
Os Gangrel têm uma ligação muito forte com os ciganos, adoptando muito da sua cultura, como a fala e as suas maneiras. Rumores especulam que os ciganos são de facto descendentes dos antediluvianos que fundaram o clã Gangrel. Assim sendo, como dizem os rumores, aquele que magoar ou arrastar um cigano para o seu clã, ira sofrer a furia dos anciãos. Obviamente os vampiros do clã Ravnos ignoram este rumor de proibição, tendo os Ravnos e os Gangrel uma relação de odio uns pelos outros. 


Facção: O clã Gangrel é normalmente dos Camarilla, apesar de existirem alguns membros dos Gagrel nos Sabbat. A maioria dos Gangrel não se mostra preocupado com as facções, havendo rumores de uma completa separação dos Camarilla.
Aparência: O rigido estilo de vida dos Gangrel e a sua falta de interesse pela moda, faz com que eles se pareçam grosseiros e selvagens. Junte-se isto ás caracteristicas animalescas comuns entre o clã, e os Grangel por vezes pareçem completamente assustadores. Alguns mortais e parentes, acham uma certa beleza predadora nos Gangrel, mas isto pode induzi-los em erro quanto ás verdadeiras intenções dos Gangrel.
Abrigos: Muitas das vezes os Gangrel não tem abrigos permanentes, dormindo onde quer que encontrem um abrigo do sol. Os Gangrel possuem a mestria mais que suficiente da disciplina Protean, dormem no chão dos parques e em outros sitios com terra natural. Apesar de que muitos dos Gangrel viajam de terra em terra, preferem repousar ao relento, eles são também tão vuneraveís aos ataques dos lobisomens como os seus outros parentes, vendo-se as vezes forçados a ficar confinados em recintos urbanos.

C.P. de Lord - Nosferatu

Clã de Vampiros: Brujah


O clã Brujah é largamente constituido por rebeldes. Individualistas, sinceros e violentos, os Brujah têm alguns dos mais violentos vampiros do Camarilla. muitos dos outros vampiros vêm os Brujah como nada mais do que uns punks e descrentes.
Os Brujah adoptam paxões e causas, que apoiam com todas as forças e seguem com toda a convicção. Alguns deles seguem os passos de alguns membros mais carismaticos do seu clã, enquanto que outros preferiam o provocador individualismo. O clã proclama uma historia rica em guerrieros-poetas, e este conceito foi adoptado por eles para as noites modernas: muitos dos Brujah adoram ter uma oportunidade para expremirem a sua mentalidade, e depois satisfazerem-se com um pouco de destruição para ilustrarem bem os seus pontos de vista. Tendo um inimigo em comum, os Brujah, mesmo que com ideais completamente diferentes lutarão lado a lado para se oporem ao seu adversário. Quando o inimigo for derrotado, as alianças desfazem-se e tudo volta ao normal.
Os Brujah acrediam no comportamento caotico e perturbado para fazer passar as suas ideias. De facto, dos Brujah espera-se sempre uma certa incoerência e uma incitaçao a desordem; Este comportamento so ajuda os membros mais eloquentes e de boa reputação, quem não precisam de recorrer a violência para explicar os seus argumentos.
Os Brujah são a parte fisíca do Camarilla. Alguns membros do clã vêm-se como uma instituição dentro da comunidade Camarilla, e circula por entre o clã algo mais do que uma simples inquietação. Os outros clãs acreditam que os Brujah seriam os primeiros a abandonar o Camarilla. Os Brujah acreditam no mesmo... 


Facção: A maioria dos Brujah pertençe ao Camarilla. Os Brujah também suportam os anarquistas, muito mais do que o próprio Camarilla. Na realidade, os anarquicos tem mais membros do clã Brujah, do que todos os membros de outros clãs juntos.
Aparência: Os Brujah vairam muito de aparência, se bem que a maioria adopta por um estilo radical e arrojado. Se fossemos idealizar a letra o tipico Brujah, este estaria vestido de um blusão motard, calças de ganga esfarrapadas, botas de tropa e um penteado assustador. Na verdade, poucos Brujah se assentam naquela imagem. Jovens, com roupas da moda e penteados notaveis são varias vezes encontrados entre os Brujah, mas outros preferem guarda roupas mais elegantes para que os outros os encarem a sério. No fim de contas, a aparência de um Brujah reflecte a sua personalidade: Um Skinhead é muito provavél que seja um rebelde e anarquista, Enquanto que um individuo de aparência respeitavel vestindo um fato, pode muito bem ser um reformista ou liberal. Note-se que, qual quer que seja a aparência de um Brujah, dado a sua nao-conformidade, qualquer supusição baseada pela aparência pode ser potêncialmente perigosa. Os Brujah aparentam-se como quiserem.
Abrigos: Resumidamente: Onde eles bem quiserem. Mais do que qualquer outro clã, os Brujah não se importam de dividir o seu espaço com outros clãs. Os Brujah têm sempre mais do que um abrigo, pois como estão quase sempre em conflicto, poderia-se tornar impossivél voltar sempre ao mesmo refugio em segurança. Alguns Brujah tem a pratica urbana de invasão de casas, dominar ou matar os ocupantes e ficar com a casa. Contudo, a invasão de casas raramente suscita o interesse dos Brujah, e eles mudam-se bastante, sempre que se cançam de determinado sitio.

C.P. de Lord - Nosferatu

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Clã de Vampiros: Nosferatu


Os vampiros existem, e andam entre nós. De noite, pelo menos - pois o sol para eles é mortifero.
E sim, eles sobrevivem bebendo o sangue humano. Mas os mitos não vão mais longe que isto a fim de dizer a verdade.
Cruzes, alho, agua corrente? Não têm qualquer efeito.
Vampiros tal qual eles realmente existem, são criaturas de contradições. São imortais, mas continuam agarrados aquilo que ainda tem de humanos. Poderosos, mas sempre cautelosos para manter a sua existência escondida da sociedade humana.
Esta é a sua historia.
Os vampiros são uma criação de Caine, o primeiro vampiro. Ele criou varios vampiros, que por sua vez deram origem a outros vampiros, e assim consecutivamente. Cada geração que nasçe, afasta-se mais do sangue de Caine, consequentemente vão perdendo poderes. Mas os vampiros que se mantem activos durante longos periodos de tempo, tendem a ficar mais poderosos, ganhando com isso experiência, conhecimento, influência politica - e um forte sentido de paranoia.
O clã em que cada vampiro esta inserido, afecta a sua personalidade, poderes, aparência fisica e mentalidade.
Os vampiros de caracteristicas similares são apelidados de "kindred" (Parentes). Mas os tempos mudaram para eles. Na Idade Média poderam mover-se com mais liberdade por entre a população humana, por vezes com a sua influência chegavam até cargos de governadores. Mas com a chegada da inquisição tudo mudou novamente. Foi necessário adoptar uma lei de absoluto silêncio sobre a sua propria existência - "Masquerade". Matar, foi o minimo que eles fizeram para conseguir preservar a sua existência em segredo absoluto.
Hoje em dia, a sociedade dos vampiros é muito mais estructurada. A maioria dos "Kindred" pertençe aos Camarilla, que protegem a lei de silêncio (Masquerade) e matêm uma hierarquia social. Outros, porém, pertençem aos Sabbat, que rejeitam a sua natureza humana e apenas vêm os seres humanos como a sua fonte de alimentação. Apenas o seu instincto de auto preservação da especie, os impede de destruir a "Masquerade".
Existem 13 diferentes clãs nos tempos modernos. Outros clãs já não são mais do que historias. Um desses clãs era os Cappadocians. Derivando de uma ordem de monges medievais, estes vampiros fizeram da morte o seu principal objecto de estudo. 

Nosferatu

Os filhos de Caine são apelidados de "Os Condenados", e ninguém encarna mais neste papel que os miseraveís Nosferatu. Os Nosferatu carregam consigo uma antiga e terrivél maldição, pois ja não são feitos á imagem de Deus; a transformação vampirica, deformou-lhes o corpo, transformando-os em abominações aos olhos dos homens e dos anjos. Marginalizado pela sociedade dos mortais e dos vampiros, estes seres deformados assombram as catacumbas e todos os tipos de lugares escuros e desertos.
Os Nosferatu raramente confraternizavam com os mortais, mas ficaram enraizados na sociedade dos humanos como monstros. Outros vampiros, com medo dos roubos dos Nosferatu aos seus clãs, levaram estas criaturas a procurar abrigo em baldios, longe das sociedades. Este exilio forçado, combinado com a revulsão intrinseca que a sua aparência inspirava, tornou-os no perfeito bode expiatório para tudo o que não tinham explicação, real ou imaginário. Esta malvada (e nada merecida) reputação forçou os Nosferatu a estarem para sempre em movimento, sempre escondidos, sem poderem descançar devido ao medo da exterminação.
Muitas vezes eles evitaram a sua destruição traficando preciosas informações. A sua dependencia em fazer as coisas pela calada, comunicar com bestas e estar sempre em movimento de lugar para lugar, propocionou-lhes acesso a muita informação que os seus congeneres menos audazes não tinham conhecimento. Mesmo os Nosferatu que viviam nos perimetros das cidades, descobriram que as suas escolhas de estadia e de victimas, lhes forneciam conhecimento secreto de todo o tipo de informações e de assuntos vulagares, inacessiveis mesmo ao mais grandioso clã. Os Nosferatu aprenderam que os mais refinados principes Ventrue muitas vezes cobriam o pescoço, tapavam o nariz e davam um pedinte ou dois, em troca de informação sobre o seu clã rival Lasombra. (e se o ragateio se provasse futil, os Nosferatu não estavam imunes a chantagens...)
Desde o aparecimento da Cristandande, muitos Nosferatu mudaram os seus comportamentos. Viam-se amaldiçoados por Deus, mas capazes da salvação atravéz de Cristo (quem quer que fosse), aguentaram com firmeza e com sofrimento a sua penitência na terra, na tentativa de evitar o inferno. Como o Nosferatu tem de se manter encondido entre a camada social mais baixa dos mortais, encontram desta maneira muitas oportunidades de fazer bons trabalhos a partir da escuridão.
Aparência: Cada Nosferatu é único, sendo cada um mais repugnante que o outro. As suas deformidades são tão exageradas como grotescas. Alguns tem aspecto de um corpo em decomposição, sem narizes e orelhas; outros aparentam-se com demonios ou roedores vorazes. Muitos perdem o cabelo e deixam cresçer inchaços e verrugas como os sapos. Alguns tem uma pele gordurosa e enrugada, outros horrivelmente não tem pele, parecendo-se como porcos esfolados num mercado. Um cheiro pestilento circunda os Nosferatu, atraindo muitas das vez pragas de moscas e de gafanhotos. Em todos os Nosferatu, a falta de higiene é evidente. Num esforço para esconder a sua vergonha (e evitar os caçadores de bruxas), muitos dos Nosferatu encobrem-se numa especie de sarapilheira.
Abrigos: Os Nosferatu assombram sitios abandonados e pestilentos, de preferência ruinas, pântanos, florestas ou, de preferência, zonas infectadas por pragas. Nas cidades, tendem a habitar catacumbas antigas, leprosarias, masmorras e casas baratas fora dos limites da cidade. Os grandes montes de estrume comuns as cidades da época medieval, serviam de abrigo diurno (e era mesmo muito pouco provavél que mesmo o mais zeloso caçador de bruxas, fosse escavar um monte de estrume á procura de um vampiro adormecido).
Antecedentes: Os Nosferatu escolhem as suas vitimas da mais baixa classe da sociedade: idiotas, leprosos, ermitas, criminosos e vagabundos. Os Nosferatu na caminhada para o céu, muitas vezes castigam os orgulhosos, hipócritas e outros pecadores, forçando-os a entrar no clã. Os Judeus eram os favoritos, pois muitas das vezes eram inteligentes e praticos, mas não tinham protecção contra os vampiros. Ocasionalmente, um Nosferatu indignado, escolhe uma belas victima para a tornar monstrousa, mas hoje em dia esta pratica já nãoé comum.
Personalidade: A maioria dos Nosferatu tem a ideologia de um pedinte ou de um estranho a uma sociedade. Os atributos fisicos e os talentos são geralmente essênciais, pois têm de ser rapidos, espertos e tem de dar preparados para sobreviver com as suas inumeras privações. Raramente tem aliados, contactos, servidores ou qualquer outra coisa que os ligue ao mundo dos mortais. Apesar de tudo, o raro humano que ajudar um Nosferatu, terá um amigo para a vida (e para a dos seus filhos, netos.... ). O caminho para o céu é comum entre os Nosferatu, seguido de perto pelo caminho da besta. Muitos Nosferatu rejeitão o caminho da humanidade, não se considerando dignos da humanidade.

Bem gente como percebe-se estamos falando aqui de vampiros míticos e não de vampyros psiquicos, portanto existem varias clãs, então tentarei postar toda semana um clã diferente! 
Espero que gostem das postagens!!

C.P. de Lord-Nosferatu

domingo, 5 de fevereiro de 2012

The Sisters of Mercy


The Sisters of Mercy, considerada uma das bandas precursoras do gótico na Inglaterra, junto com o Bauhaus e com The Cult, nasceu em 1980, em Leeds, criada por Gary Marx e Andrew Eldritch. Uma guitarra, um amplificador de três watts e nenhum dinheiro, foi assim que a banda resolveu gravar seu primeiro single. Para facilitar criam a Merciful Release, e gravam o primeiro compacto, com The Damage Done, Watch e Home of the Hit-men. Lançam suas primeiras mil cópias.


Como o compacto não rendeu o que esperavam, no ano seguinte eles resolvem começar novamente, mas com algumas mudanças. Andrew passa a se dedicar totalmente aos vocais - no compacto lançado anteriormente, ele dava uma de baterista, péssimo segundo ele mesmo -, Gary assume as guitarras e Craig Adams é convidado para assumir o posto de baixista da banda. Sem baterista assumem como quarto membro a Doktor Avalanche, bateria eletrônica que virou marca registrada do grupo. Em fevereiro deste mesmo ano, 1981, já com esta nova formação, o Sisters fazem a sua estréia nos palcos. De acordo com a biografia oficial no site da banda, foi um misto de Stooges com Suicide ou então, Motorhead com Chrome, com Andrews usando um echo com overdrive durante o seu vocal. O set lista deste show memorável pra quem estava presente contou com a cover para a música Teachers de Leonard Cohen e Silver Machine, na verdade Sister Ray. A apresentação foi um sucesso e após isso a banda começa a refinar mais o som, tirando um pouco o barulho e chamam Ben Gunn para ser o segundo guitarrista.

Em 82 sai o segundo single do grupo, com Body Electric e Adrenochrome, que foi considerado o single da semana pelo semanário Melody Maker, por incrível que pareça, este foi o único single do Sisters que foi considerado o melhor da semana. A grupo passou a fazer shows esporádicos em Londres e chamou Tony James, então do Generation X - e que depois, alguns anos a frente entrou realmente na banda -, para fazer parte do grupo, sendo que o convite foi recusado. O grupo então grava uma sessão para um programa da BBC e sai em turnê com o Psychedelic Furs. Em novembro mais um single, agora com Alice e Floorshow. Com estes singles a banda demarca o caminho que iria seguir e passa a dominar as paradas independentes como nenhuma outra havia feito até então.

No ano seguinte o Sisters continua em turnê brindando os fãs com uma série de covers como Gimme Shelter dos Stones - numa versão de arrepiar -, Jolene da musa country Dolly Parton e Emma do Hot Chocolate, estas músicas são são caçadas pelos fãs com avidez até hoje. Gravam uma nova apresentação para a BBC e lançam um LP12 Polegadas com Alice, Floorshow, Phanton e 1969, esta última uma matadora versão para a música dos Stooges, este LP foi também o primeiro a ser lançado nos Estados Unidos. Em maio lançam o primeiro EP, The Reptile House, com Kiss the Carpet, Lights Valentine, Fix, Burn, Kiss the Carpet novamente. Já com uma bagagem musical respeitável saem para uma pequena turnê pela Europa e também para algumas apresentações nos Estados Unidos, as últimas de Gen Gunn, logo depois dos primeiros shows europeus resolvem se aventurar pela primeira vez em um estúdio com 24 canais. Desta trip sai mais um single com a clássica Temple of Love e com Heartland e Gimme Shelter no lado B. Este foi o último single lançado de forma independente pela banda que no ano seguinte assina com a WEA.

 
No fim da turnê pelos Estados Unidos, Gunn sai da banda, em seu lugar é recrutado Wayne Hussey, que até então tocava com o Dead or Alive. Antes de iniciar uma nova tour pelo Reino Unido, a banda anuncia que assinou contrato com a major WEA e lançam um single com quatro músicas, entre elas Body Electric que foi regravada. Gravam também mais um especial para a BBC já apresentando algumas músicas que entrariam no futuro primeiro álbum. Com a entrada de Wayne o som da banda da uma leve mudada, já que o guitarrista inclui sua guitarra de 12 cordas nos arranjos das músicas. Depois do lançamento do primeiro single pela WEA a banda passa a se dedicar exaustivamente às gravações do álbum completo, com o detalhe de que não pararam de fazer shows. É neste meio tempo que sai o segundo single com Walk Away, Poison Door e On the Wire.

Mesmo gravando sem parar, já que o Eldritch é extremamente detalhista, entra o ano de 85 e nada do primeiro disco do Sisters of Mercy, no lugar sai o terceiro single com No Time to Cry. Finalmente em março é lançado o tão esperado álbum, First and Last and Always. Antes do final da turnê o guitarrista Gary Marx abandona o grupo, que passa a se apresentar como um trio. Logo depois em julho a banda termina sua tour com um show no London´s Royal Albert Hall que resultou no vídeo Wake. O Sister voltaria a tocar ao vivo novamente apenas cinco anos depois deste último show. No ano seguinte, graças a desavenças pessoais, Wayne Hussey e Craig Adams saem da banda. Os problemas que levaram à saída dos dois, foram relativos ao novo material que estavam criando para o que seria o segundo disco do Sister, algumas músicas que Wayne queria colocar não foram aceitas por Eldritch. A separação, que a principio foi amigável, logo deixou de ser. Wayne e Adams chegaram a anunciar o nome de sua nova banda, Sisterhood, mas Eldritch foi mais rápido e gravou um álbum com este nome, o que inviabilizou o projeto da dupla desertora, que logo depois veio com o The Mission. No disco Eldritch não canta, os vocais ficam à cargo de James Ray do James Ray and The Performance, que gravava pela Merciful Release, além de James participam do Sisterhood os músicos Lucas Fox (primeiro baterista do Motorhead), Alana Vega (Suicide) e a Patricia Morrison.

Em 87, dois anos depois da estréia pela WEA, finalmente o Sisters mostra a sua cara novamente, é lançado o single de This Corrosion, com as maravilhosas Torch e Colours no lado B. Este single conseguiu chegar ao primeiro posto da parada de rock alternativo dos Estados Unidos sem ter contado com o apoio da gravadora. This Corrosion vem com uma nova formação para a banda, e que seria mantida até o lançamento do segundo disco, Patricia Morrison é recrutada para assumir o baixo. Em novembro sai Floodland, que vem com outras mudanças, além da formação, enquanto no primeiro disco o destaque ia para as guitarras, neste o teclado mostra a sua força em sons carregados de experimentalismos de Andrew Eldritch.

Mesmo com um novo disco a banda continua sem se apresentar ao vivo, o que é um tanto engraçado, quando vemos que o Sisters é uma das bandas mais pirateadas de todos os tempos. Todos os seus shows contam com uma versão pirata que você encontra facilmente pela internet. No lugar disso, continuam com a fabrica de singles, apenas em 88 saem mais dois, o primeiro com Dominion e o segundo com Lucretia My Reflection. Em 89 lançam uma pequena compilação com quatro video-clipes com os single já lançados do álbum Floodland e com um bônus, 1959, que foi feito durante as gravações do clipe de Lucretia… 1959, foi o primeiro video que contou com a direção de Eldritch que voltaria a dirigir outros vídeos da banda.

No ano seguinte novas mudanças na banda, entra o guitarrista Andreas Bruhn, que junto com Andrew começa a escrever novas músicas para o terceiro disco. Tony James, que anos antes havia recusado o convite para tocar com o Sisters, agora aceita o posto e pega o lugar de Patricia e junto com ele outro guitarrista, Tim Bricheno, que foi chamado de última hora – Bricheno havia sido convidado por Wayne Hussey para tocar no Mission, mas preferiu se juntar ao Sisters -, completam o cast. Com esta formação Vision Thing, o terceiro álbum do Sisters of Mercy é lançado. Este disco é uma total mudança nos rumos do grupo, a volta das guitarras pesadas acabam transformando o Sisters numa quase banda heavy. Para a surpresa, e alegria, de todos eles voltam a fazer shows ao vivo, primeiro com uma aparição surpresa na Irlanda, depois com shows totalmente lotados no Brasil e por fim uma nova turnê européia que contou com dois shows no London´s Wembley Arena.

Em 91 eles continuam com a turnê, indo agora para o leste europeu e lançando mais um single - When You Don´t See Me - e partem para uma mini-turnê pela America do Norte. O primeiro show seria em Ontario no Canadá e todos os ingressos foram vendidos em apenas duas horas. Na volta para a Europa mais shows na Polonia, Hungria e Alemanha. Neste ano ainda o Sisters voltariam aos Estados Unidos para uma serie de shows que contou com as bandas Warrior Soul, Gang of Four e Public Enemy abrindo os espetáculos. Com a divulgação das bandas alguns promotores de shows americanos acharam que a mistura de estilos poderia transformar cada apresentação em algo muito perigoso, a coisa chegou em um ponto que um show em Detroit foi cancelado pelas autoridades, mesmo estando com todas as entradas já vendidas. Ainda em 91 eles fazem várias apresentações em festivais europeus como o Reading Festival e o Rock Am Ring. No final da extensa turnê Tony James resolve sair.

Em maio de 92 é lançada a primeira coletânea oficial da banda, Some Girls Wander by Mistake, contando com a regravação de Temple of Love que contou com a participação da cantora israelense Ofra Haza. O single de Temple of Love (1992) se tornou o primeiro grande hit mundial do Sisters. Novamente eles saem tocando em vários festivais que acontecem no verão europeu, além de alguns shows com o Depeche Mode. Já em 93 outra compilação, agora chamada de Greatest Hits, A Slight Case of Overbombing. Deste Greatest Hits, o primeiro single, com novo guitarrista Adam Person, contou com Under the Gun e Alice e chegou rapidamente ao top ten britânico. Relançam também a compilação em video, que havia saído em 88, e que agora contava com os clipes dos singles lançados de Vision Thing. Para terminar o ano tocam com os Ramones na Alemanha. E novamente ficam em silêncio.


No ano seguinte começam os problemas entre Andrew Eldritch e a gravadora WEA que tinha os direitos de mais um disco com o Sisters. Como a WEA e Eldritch não se entendem, nada é lançado. Em 95 ele passa a remixar algumas gravações de música eletrônica e alguns rumores de que lançariam um disco de Trance Music aparecem na imprensa. Outro ano se passa e nada de acordo entre ele e a gravadora, mas a banda continua na ativa, Chris Seehan volta ao grupo e o Sisters tocam novamente em vários festivais europeus, coisa que continua em 97. Neste ano a banda retorna aos Estados Unidos, a primeira desde os shows com o Public Enemy. No final deste ano a WEA rompe definitivamente com Eldritch e Sheehan resolve sair novamente do grupo, entrando em seu lugar Mike Varjak.

Em 98 a East West, subsidiária da WEA na Inglaterra tenta de todas as formas lançar o álbum SSV, comprado no ano anterior, como um álbum oficial do Sisters of Mercy. Este disco contem apenas alguns trechos sampleados da voz de Andrew Eldritch e nada mais, não é considerado um disco do Sisters e nem conta em sua discografia oficial. Com isso Eldritch, que já havia sido dispensado da WEA, fica livre pra negociar com qualquer outra gravadora. Para festejar a banda cai na estrada novamente. Mais uma série de aparições em festivais na Europa e América do Norte.

Entra 99 e nada de disco novo da banda, no lugar disso, já no segundo semestre, novos shows em festivais, coisa que se repete em 2000. Neste ano eles ainda tocam na Inglaterra e Espanha, e é só. Mais um ano, agora estamos em 2001 e a rotina é a mesma, festivais pela Alemanha, Suécia e Bélgica, no final do ano retornam à Inglaterra para tentarem gravar um novo disco.

Em 2002 Chris Sheehan, já de volta à banda, lança em DVD algumas apresentações ao vivo do Sisters. Mais uma vez são o destaque em festivais na Alemanha, Suiça e bélgica e saem em turnê pela Europa na primavera. No momento a banda pensa se vai gravar novo disco ou não, mas promete lançar algum material inédito em gravações ao vivo. O certo é que a partir de março a banda volta a se apresentar em festivais pela Europa.

 

Joy Division


Joy Division foi uma banda de post-punk formada no ano de 1976, em Manchester, Inglaterra. As atividades da banda encerraram em 18 de maio de 1980 após o suicídio do vocalista e guitarrista ocasional, Ian Curtis. Tinha também como integrantes Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris, que, após o término da banda, formaram o New Order.



Com uma forte influência na cultura punk de 1977 misturado com conceitos artísticos, Joy Divison foi uma banda que caracterizava-se por densas melodias, e uma tendência para a depressão e a claustrofobia. As letras obscuras e extremamente poéticas se tornaram uma característica marcante do grupo. Seu som tinha forte influências de artistas como Velvet Underground, David Bowie e Iggy Pop.

 

Morte dos Ventos do Norte


Oh, morte que me sonda em uma escuridão
de extrema melancolia, tiraste-me a paixão
Um ser só... ou será só um ser?
Transcendendo por vias de luz
a procura de uma pequena sombra
para se esconder e cair em seu pranto de ilusão.
Trazendo em sei peito um coração frio e rachado, triste e calado
que soluça seu remoço.

Um tiro de discórdia soa pelos ventos,
trazendo-me a noticia de mais uma vida perdida,
mais um amor destruído pelo único mal irremediavel
Ou será bem?
Isso tento descobrir...

Oh, morte que me sonda
como um tiro de discórdia
diga-me quem és.
Se és bem ou mal?
Se és felicidade ou tristeza.
Nunca saberei?
Sei que és, oh morte, a companheira eterna
que me conforta e me consola.
Me arranca a ilusão do peito
e me abraça a alma com jeito.

Sois minha sina e meu consolo, 
sois minha vida, meu agouro.
És tu a lágrima que me acaricia o rosto!
Eu? Apenas busco a verdade.
Morte que soa e canta com os ventos do norte.
Compositora da minha vida.
Compositora da minha morte!

Lady Dark † Antonielle (eu)

Milho Wonka e Lanna Burns no 'Quem Convence Ganha Mais' no SBT

Bem, o programa na verdade é uma porcaria, a apresentadora é ridícula, o que compensa é só o Milho Wonka e a Lanna expondo suas opiniões e mostrando que na verdade os góticos não são como pensam. O final foi compensador ao menos !