segunda-feira, 27 de maio de 2013

Death Rock é Gótico?



Muita gente não sabe, mas o Death Rock é o segundo estilo mais usado entre os góticos do mundo!
O estilo surgiu no final dos 70's tendo ainda uma grande influencia do Punk Rock norte americano. Sendo mais precisa teve origem na costa Ocidental dos Estados Unidos: Los Angeles, e assim teve um certo revivalismo em relação à influência na música gótica. Uma das bandas que costumo ouvir muito é The Misfits, que influenciou muitas bandas que seguem essa linha e que assim costumam apresentar imagens relacionada com temas mórbidos, próprios de vários grupos musicais de Los Angeles.
 

Em geral a música death rock se caracteriza por uma atmosfera introspectiva dentro de uma estrutura musical punk, ou seja nada mais é do que um instrumental Punk com letras mórbidas puxando mais pro lado gótico da coisa. Músicas de death rock se utilizam na maioria das vezes de acordes simples, guitarras ecoantes que geralmente servem de pano de fundo musical junto com sintetizadores,a bateria geralmente reproduz o estilo tribal dentro de uma assinatura de tempo 4/4 do pós-punk (estilo consagrado por bateristas do UK Decay, Bauhaus, Southern Death Cult, Ritual, Sex Gang Children, bandas estas que inclusive são extremamente significativas para o deat hrock). Em bandas mais recentes de death rock, é comum também o uso de baterias eletrônicas e texturas ambientais complexas feitas por sintetizadores e vocoders, influência vinda diretamente do darkwave.

As letras variam muito, geralmente trazendo um tom introspectivo, mais propriamente surreal e bipolar do que depressivo, como no caso de letras de música gótica. Temas recorrentes são isolamento, desilusão, perda, depressão, vida, morte, todos ligados a uma forma de percepção violentamente individualista, hedonista e incongruente com padrões de comportamento. Um bom exemplo do padrão que segue letras de death rock é "Lindsay's Trachea" do grupo californiano Cinema Strange (muito recomendado pra quem nunca ouviu *-*), que trata do diálogo interno de um doutor esquizofrênico com sua segunda personalidade.



 O tema explorado é o da dor e morte física como correlato da degradação mental constante no estilo. Outra constante na temática das letras é a do humor negro, às vezes narrativas extravagantes e de gosto duvidoso sobre violência e psicopatia, o que leva algumas bandas a incorporarem elementos de psychobilly e surf rock.
Contanto, a estrutura relativamente simples das letras é compensada por uma atmosfera densa, e o ritmo, que no rock é geralmente tecido pela interação dos instrumentos, fica a cargo da expressividade do vocalista. Vocalistas de death rock, assim como os de pós-punk, são tipicamente donos de vozes únicas e forte presença de palco, alguns partindo para a teatralidade que age em relação à própria temática bizarra das músicas.


Aqui no Brasil a influência de bandas do pós-punk britânico (sobretudo do Bauhaus, Skeletal Family e Alien Sex Fiend) e alemão (X-mal Deutschland) se fizeram visíveis em bandas, visuais e casas noturnas em meados do final da década de 80's (Assim como as influências do movimento deathrock inicial da Califórnia, sendo 45 Grave e Christian Death as bandas mais conhecidas pelo Brasil nas décadas de 80 e 90). Mas o cenário do Death Rock aqui no Brasil se diferenciou muito das cenas estrangeiras, que grandes movimentos surgiram; por um lado por falta de meios materiais para adquirir material musical e gráfico estrangeiro nos anos 1980 (período de crise financeira no país) e pelo nível cultural da população na época (em que, ao contrário do que acontece hoje em dia, pouquíssimos eram os que conheciam a língua inglesa para lerem grande revista do gótico e pós-punk da época, como a NME). 
Em partes esta limitação do público se deu como consequência do fechamento do país em função da ditadura militar que se estendeu até metade da década de 1980. Assim, pode-se falar de um punk brasileiro totalmente diferente do britânico.O mesmo vale para o gótico, que até os anos 1990 era dividido em um público dark (o que seria mais próximo do públicação deathrocker californiano dos anos 1980) e um público 'gótico' propriamente dito. A divisão se desvaneceu com o enfraquecimento maciço do movimento durante os anos 1990.


Mas foi em meados de 2003 que o chamado 'revival death rock' que acontecia na Califórnia desde o ano de 1998 foi atuar diretamente na cena gótica paulistana, de onde todos os deathrockers da cidade então resolveram se juntar e aparecer. Neste ano os deathrockers foram se consolidar como um grupo bem definido, iniciando atividades de divulgação diversas por casas noturnas como o RIP em Pinheiros e Deathrock Project na Zona Leste. No mesmo ano começa a veiculação do fanzine 'Batzone', seguido pelo fanzine Marcha Fúnebre e Acefalia, todos extintos atualmente. Em um ano o número de edições de todos estes fanzines juntos chegou a onze. Durante algum tempo a cena deathrock se encontrava dependente e totalmente mesclada à punk e gótica. Atualmente há cerca de três eventos na cidade de São Paulo (e um se desenvolvendo em Brasília) inteiramente dedicados ao estilo. Embora o foco da cena ainda seja São Paulo, há bandas e pequenos grupos em Brasília, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, dentre outros lugares do país!
 Bem, depois de ter falado sobre sua origem as conclusões ficam a critério de você, e realmente espero que o preconceito dentro da subcultura possa se resolver!
Beijos e Boa noite às Ladys e aos Lords.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Steampunk

 Andei olhando os arquivos do blog e percebi que tinha muita coisas sobre os estilos e vertentes do gothic que não havia aprofundado as informações pra vocês, então resolvi por um pouco mais sobre o Steampunk.






 


Trata-se menos de uma organização e mais de um conceito, sobre o qual representantes da comunidade SteamPunk podem criar suas Lojas, como são denominadas as células montadas a partir do conceito do Conselho.

Para tanto os idealizadores lançaram mão de conceitos sofisticados que garantissem a possibilidade de qualquer um, em qualquer lugar, independente do poder aquisitivo, idade ou qualquer outro entrave costumeiro, se visse impossibilitado de fruir a cultura SteamPunk do seu jeito e sem a necessidade de aderir a qualquer organização burocrática ou centralizadora.
O Conselho SteamPunk tem como missão oferecer mecanismos para a divulgação da cultura SteamPunk, disponibilizar material de referência, promover toda sorte de eventos correlatos, incentivar a produção cultural desta sorte de subjetividade, prestar homenagem a todos aqueles que criam material do gênero e produzir cultura SteamPunk em todas as formas que nos for possível.
O projeto do Conselho SteamPunk envolve uma série de iniciativas individuais e colaborativas que serão elencadas cumulativamente neste espaço.



SteamProcess

 


O SteamProcess é um conjunto de sugestões para aqueles que precisam de orientação acerca de como começar a se envolver com a cultura SteamPunk, o SteamProcess é um processo definido, uma metodologia flexível cujas partes ou o todo podem ser utilizadas, por quem quer que seja, para produção subjetividade conforme desejado, sem que haja qualquer compromisso com o Conselho.


SteamPedia

 

Repositório comunitário, a SteamPedia é um mecanismo do tipo Wiki, dedicado a produção colaborativa de documentos, permitindo ao entusiasta do gênero produzir conteúdo de referência acerca da produção de outros artistas ou ele mesmo produzindo material do gênero.

 

SteamPass

 

 


No interesse de unir os entusiastas da cultura SteamPunk, o Conselho sugere que sejam partilhados todos os cadastros de fãs que atendam a eventos organizados, com o objetivo de premiar cada interessado com passes que dêem direito a descontos, brindes, concursos ou entrada livre – um privilégio exclusivo dos cadastrados.

SteamCamps

 

Os SteamCamps tem por meta alcançar maior agilidade na elaboração de eventos, reuniões, jogos colaborativos ou teleconferências, tornando tão fácil quanto possível a tarefa de viabilizar um evento de pequeno ou médio porte. Seu funcionamento se baseia em Open Space Technology, método criado para facilitar a congregação de pessoas sem onerar nenhuma das partes, realizando o que convencionou-se chamar de “Desconferências”.

SteamParty

 

Para eventos maiores, o SteamProcess conta com uma base de dados colaborativa que dá dicas, idéias, informações sobre fornecedores, segurança, apoio, patrocínio, Lei Rouanet e tudo mais que cada Loja levantar a respeito da elaboração de eventos de grande porte.

Conselho SteamPunk § Brasil

 

O Conselho SteamPunk oferece apoio a quaisquer organizações ligadas ao movimento cultural SteamPunk no país

Para mais informações sobre o estilo e onde encontrar lojas que vendam roupas, acessórios e etc., entrem no site abaixo.

Informações retiradas do site: http://www.steampunk.com.br